A Capoeira do Instituto Lóttus graduou 26 crianças e adolescentes em uma cerimônia cultural e envolvente com a presença de mestres e professores de Quintana e Marília. Foi o 3º Batizado da prática realizado na organização, como um rito de passagem que reconhece o esforço e o progresso dos alunos e traz pertencimento e autoestima. A Capoeira contribui com os objetivos de inclusão social e cidadania do SCFV (Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos).

O Batizado da Capoeira do Instituto Lóttus foi realizado no último sábado (25), nas dependências da própria entidade, com a segunda graduação de quatro adolescentes e o batismo e primeira graduação de 22 crianças do SCFV. Esses alunos receberam apelidos de capoeiristas de acordo com características com as quais se identificam, como, por exemplo, o Concentrado, o Contagiante, o Focado, a Estrelinha, o Espuleta, entre outros. Essa nomeação é parte da Capoeira, criando identificação e conexão com o grupo. O Instituto Lóttus procura corresponder a todas as tradições, ensinando os movimentos, mas também a cultura capoeirista.
“A graduação é conquista na vida de um aluno, com muita dedicação e treino. E há um grande objetivo pedágio nesse processo pelo desenvolvimento social, autonomia, responsabilidade, disciplina e cooperação que a vivência da capoeira traz”, salientou o Mestre Fábio Mattos, que responde pela prática no Instituto Lóttus.



O evento de graduação e batizado contou com diversas atrações. Entre elas o Maculelê (dança afro), as apresentações solo de cada criança e um concurso da melhor música de capoeira cantada pelas crianças. Além de mestres e professores convidados, o Instituto Lóttus recebeu alunos de outros projetos , totalizando cerca de 100 capoeiristas .


No Instituto Lóttus, a capoeira está entre as atividades propostas há cerca de 20 anos, com grande aceitação das crianças e adolescentes do SCFV por conta dos movimentos e musicalidade. Meninos e meninas se integram com respeito, disciplina e amizade, aprimorando-se em ritmo, coordenação motora e comportamento, além de desenvolverem o amor à cultura, contribuindo com seu protagonismo na sociedade.
De acordo com a assistente social do SCFV do Instituto Lóttus, Milena Manfrin, nesse espaço de acolhimento e desenvolvimento que o SCFV oferece, a capoeira se constituiu uma ferramenta de transformação. “O Mestre Dunga, como é conhecido o professor Fábio, guia nossas crianças e adolescentes por esta expressão cultural brasileira, que mistura a ginga da dança e a força da luta e convida os participantes a uma jornada de autoconhecimento e coletividade. Nessas rodas de capoeira, a troca de experiências é visível e os laços se fortalecem”, salientou.

Adolescentes com a segunda graduação:
Gabriela Zapata
Maycon Gabriel
Éder Bryan Barbosa
Ana Letícia Souza
Crianças que receberam a primeira graduação:
Alice da Silva
Beatriz moreno
Manuela Cristina
Melissa Cristina
Ana Laura Almeida
Lucas Felipe
Davi Luca
Isaac Barbosa
João Pedro Ribeiro
Nicolas Gabriel
Enzo Santana
Caio Henrique
Maria Fernanda Souza
Manuela Borges
Emanuela Campos
Késia Helena
Maria Beatriz Ferreira
Mikaelly Cristina
Yure Gabriel
Maria Eduarda Lima
Ana Júlia Almeida
Ruan Miguem Bueno.
